terça-feira, 11 de março de 2014

O quanto nós não somos!


Um terço da minha vida foi vivido a teu lado... lembro-me perfeitamente quando eu com 10 anos acabadinhos de fazer chegava ao chamado ciclo e te conheci, tu mais novo do que eu uma semana, uma semana nos separou de vir ao mundo, e lembra-me do teu pai dizer que eras uma apaixonado pela leitura. A nossa amizade começou aí para nunca mais acabar. Fomos inseparáveis até terminarmos o secundário, e mesmo não sendo na mesma turma no secundário, andamos sempre juntos. Lembra-me das disquetes que trocamos, do Prince of Persia, do supaplex, e tantos outros, compactados em jar, depois e já mais na nossa adolescência passamos a trocar cd's, eu viciado em jogos de futebol, andava sempre com os "fifas" em minha posse, tu mais virado para jogos de guerra, duke nuken, quake e outros do género eram mais a tua perdição. Contigo bebi as primeiras cervejas, e foi no teu carro que começamos a sair, a ir para o tabuão no final das aulas logo que aparecia a primavera e dava vontade de beber uma cervejas fresquinhas. Eras o meu parceiro de ping pong quando ganhamos o desporto escolar em Viana e fomos representar o distrito a Santa Maria da Feira, nem num desporto individual estávamos separados.
Seguimos as nossas vidas, mas elas andavam sempre juntas, os fins-de-semana eram passados em conjunto, o futebol era visto junto, nas grandes jornadas de futebol no xapas, ainda quando nos sentávamos em cima da banca encostada à parede, e foi sempre assim, sempre a ver o futebol juntos, lembra-me como sempre no teu jeito calmo me comentavas um lance, uma decisão do arbitro ou um golo. Os sábados há tarde não eram sábados, sem o nosso café no xapas, fosse Inverno ou fosse Verão, e os domingos pois claro era o nosso Courense, o clube que não deixaste enquanto tiveste forças. Não consigo quantificar os jogos que vimos lado a lado no testo, não só jogos dos seniores, quantos jogos vimos das camadas jovens, quantas vezes fomos nós nos sábados depois no nosso café até ao testo para vermos os putos jogar, mandar umas caralhadas e beber umas finaças? As nossas vidas seguiam, mas nós continuávamos, as noitadas, os lanches, as borracheiras, as suecadas, o sobe e desce, os nossos, com os nossos, momentos.
Seguiste pelo mundo, foste em duas missões representar o nosso pais, mas voltavas, voltavas sempre, com o mesmo sorriso, com a mesma calma, com a mesma serenidade. A minha primeira grande viagem foi juntos, Praga será para sempre um marco, por cá os festivais eram juntos, Arcade Fire no meco, ou outra tanta boa musica na relva de Paredes Coura, sempre contigo, como teria de ser e acredita que todos os anos sempre que me lá sentar vou beber um fino contigo, porque tu estarás sempre comigo.
A vida queria-nos juntos, compraste casa em Braga quando eu já cá trabalhava, e passavas a fazer parte também desta comunidade, as noites no stephane, a champions juntos, já era tradição.

E foi em Braga que descobriste que a vida te traiu, e foi por cá que me ensinaste o quanto a vida não é nada, o quanto a vida é uma ilusão, a tua historia é a etapa mais dura da minha vida, os meses mais logos de todas estas três décadas, mas é uma lição do quanto nós não somos. Mas é também a maior lição de luta que alguma vez já vi, alguém que sempre gostou tanto de viver se agarrou a todas as forças que tinha e no seu maior sofrimentos tentou sempre proteger aqueles que ele amava. É a lição como alguém tão simples, tão bom, tão puro, tão honesto também parte, e parte deixado-me a certeza que a vida não escolhe os bons nem os maus, escolhe-nos a todos, porque nós não somos nada, e como nada que somos, temos de viver com toda a força que temos todos os dias, como tu viveste, sabendo que um dia vamos embora, mas aos que deixamos temos de deixar o mesmo que tu Tiago me deixas, uma eterna lembrança de um enorme amigo que eu nunca vou esquecer, e tu sabes que na maior dor nos ensinaste que só vale a pena nos agarrarmos as coisas boas que temos.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Os meus votos para 2013

Termina hoje mais um ano, e para mim pessoalmente foi mais um ano de muito trabalho, mas recompensado com bastante sucesso. A Arealmedia continua a crescer, e contrariando a tendência do país o quadro de pessoal aumentou. O Adigitalbook está neste momento em todos os continentes, chegamos a Angola, Austrália, Vietname, e muitos outros países, esperamos agora no início do ano conquistar mais bandeiras, e continuar com todas as ideias que estão planeadas. Só posso olhar para 2012 como um ano profissionalmente fantástico, sei que sou melhor programador hoje do que há um ano e sei que serei ainda muito melhor daqui a um ano. É claro que ao trabalhar para uma empresa com um mercado tão abrangente as dificuldades sentidas no país notam-se provavelmente menos, mas tenho uma clara noção, pela realidade que vivo que o mercado Europeu, não é também o melhor neste momento. Contudo isso não implica que deixe de trabalhar em Portugal e sentir na pele todos os sacrifícios que nos pendem, mesmo sem ganhar menos, cada vez o estado tira-me mais e por consequência o dinheiro é menos.

Este ano que está a porta será ainda de maior sacrifícios, de mais cortes e de menos dinheiro nos bolsos dos Portugueses, com menos dinheiro haverá dificuldades maiores, e haverá certamente famílias que terão dificuldades que nunca tiveram ou já não se lembravam de ter. É cada vez mais a altura de sermos sérios e não querermos viver acima das nossas possibilidades, é importante cada Português perceber a realidade que se encontra e encara-la com a seriedade que este problema merece, mas tendo a consciência que todos os problemas são resolvíeis.

Mas esta seriedade que eu peço a todos os Portugueses é ainda maior quando aplicada ao políticos que tem responsabilidades enormes sobre todo o dinheiro que cada trabalhador dispensa para o estado, um estado que a cada dia que passa parece mais à deriva e mais na direcção que a troika o leva.

A cada ano que passa, a classe política está mais descredibilizada, e a maioria dos Portugueses já perdeu toda a confiança em qualquer político e até mesmo nos dois maiores partidos que levaram este país ao estado que se encontra, que levaram este país a uma divida enorme e à venda de todo o património que tinha.

2013 poderá ser portanto um ano importante também para a política, com eleições autárquicas em que muitos daqueles que nos governaram nos últimos anos são obrigados a dar o lugar a outros, poderá ser uma boa altura para mudarmos e para arejar as políticas que os últimos políticos praticavam. Acima de partidos precisamos de pessoas sérias, honestas e trabalhadoras, precisamos que quem nos lidera tenham a clara noção que o dinheiro e o património é de todos, e que a obra é para todos sem excepção.

Precisamos de políticos que tenham coragem e que não virem as costas aos problemas, pensando que isso possa causar votos ou danos pessoais, os políticos são eleitos para governar um povo, e portanto tem de defender esse povo com todas as armas politicas. Não é deitar para canto que se resolvem os problemas, nem podemos estar à espera que os outros resolvam os nossos problemas.

Com o envelhecimento da população é urgente pensar em estratégias para manter, e trazer pessoas para os concelhos com a população mais velha. É preciso gerar emprego, é preciso ter acessos, e é preciso ter algo que cative a população local a ficar e outros a irem para esses concelhos. Sem consumidores todo o comércio local está condenado ao encerramento. Tenho para mim que Coura dentro de 10 anos se não se fizer nada passará a ter, pelo menos, menos 1000 habitantes e que os lares, e centros de dias serão os serviços de maior empregabilidade no concelho. É preciso pensar esta questão com sensibilidade e urgência, é o nosso concelho que está em causa e a sua sustentabilidade.

O ano que se adivinha, continuará a ser um ano que muitos dos Portugueses são obrigados a emigrar, muitos deles com uma vida completamente estável nas suas terras, e porque acredito que para estes seja algo que custará demasiado, espero que para todos eles 2013 traga sobretudo trabalho e o dinheiro que não conseguem cá, e que o sacrifício valha a pena.

Para mim só espero que 2013 seja tão bom como 2012 e que consiga finalmente dar o passo que quero dar para subir um enorme patamar a nível profissional, e que a nível pessoal consiga ter tudo de bom que tenho até agora. Mas o meu maior desejo para 2013 é apenas um, talvez o mais difícil mas é nele que eu mais acredito.

Para todos desejo que 2013 seja melhor do que aquilo que cada um deseja.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Por isso vos digo que até a mim, resistente, realista, lutadora, compreensiva… Até a mim me mataram a esperança.

"Vão-se foder"

Descobri este texto de uma portuguesa de 32 anos, uma cidadã que diz o que sente e pensa a partir da sexta-feira passada. É um texto impressionante, que vivamente recomendo. Leiam, por favor, até ao fim.

"Vão-se foder.
Na adolescência usamos vernáculo porque é “fixe”. Depois deixamo-nos disso. Aos 32 sinto-me novamente no direito de usar vernáculo, quando realmente me apetece e neste momento apetece-me dizer: Vão-se foder!
Trabalho há 11 anos. Sempre por conta de outrém. Comecei numa micro empresa portuguesa e mudei-me para um gigante multinacional.
Acreditei, desde sempre, que fruto do meu trabalho, esforço, dedicação e também, quando necessário, resistência à frustração alcançaria os meus objectivos. E, pasme-se, foi verdade. Aos 32 anos trabalho na minha área de formação, feliz com o que faço e com um ordenado superior à média do que será o das pessoas da minha idade.
Por isso explico já, o que vou escrever tem pouco (mas tem alguma coisa) a ver comigo. Vivo bem, não sou rica. Os meus subsídios de férias e Natal servem exactamente para isso: para ir de férias e para comprar prendas de Natal. Janto fora, passo fins-de-semana com amigos, dou-me a pequenos luxos aqui e ali. Mas faço as minhas contas, controlo o meu orçamento, não faço tudo o que quero e sempre fui educada a poupar.
Vivo, com a satisfação de poder aproveitar o lado bom da vida fruto do meu trabalho e de um ordenado que batalhei para ter.
Sou uma pessoa de muitas convicções, às vezes até caio nalgumas antagónicas que nem eu sei resolver muito bem. Convivo com simpatia por IDEIAS que vão da esquerda à direita. Posso “bater palmas” ao do CDS, como posso estar no dia seguinte a fazer uma vénia a comunistas num tema diferente, mas como sou pouco dado a extremismos sempre fui votando ao centro. Mas de IDEIAS senhores, estamos todos fartos. O que nós queríamos mesmo era ACÇÕES, e sobre as acções que tenho visto só tenho uma coisa a dizer: vão-se foder. Todos. De uma ponta à outra.
Desde que este pequeno, mas maravilhoso país se descobriu de corda na garganta com dívidas para a vida nunca me insurgi. Ouvi, informei-me aqui e ali. Percebi. Nunca fui a uma manifestação. Levaram-me metade do subsídio de Natal e eu não me queixei. Perante amigos e família mais indignados fiz o papel de corno conformado: “tem que ser”, “todos temos que ajudar”, “vamos levar este país para a frente”. Cheguei a considerar que certas greves eram uma verdadeira afronta a um país que precisava era de suor e esforço. Sim, eu era assim antes de 6ª feira. Agora, hoje, só tenho uma coisa para vos dizer: Vão-se foder.
Matam-nos a esperança.
Onde é que estão os cortes na despesa? Porque é que o 1º Ministro nunca perdeu 30 minutos da sua vida, antes de um jogo de futebol, para nos vir explicar como é que anda a cortar nas gorduras do estado? O que é que vai fazer sobre funcionários de certas empresas que recebem subsídios diários por aparecerem no trabalho (vulgo subsídios de assiduidade)?… É permitido rir neste parte. Em quanto é que andou a cortar nos subsídios para fundações de carácter mais do que duvidoso, especialmente com a crise que atravessa o país? Quando é que páram de mamar grandes empresas à conta de PPP’s que até ao mais distraído do cidadão não passam despercebidas? Quando é que acaba com regalias insultosas para uma cambada de deputados, eleitos pelo povo crédulo, que vão sentar os seus reais rabos (quando lá aparecem) para vomitar demagogias em que já ninguém acredita?
Perdoem-me a chantagem emocional senhores ministros, assessores, secretários e demais personagem eleitos ou boys desta vida, mas os pneus dos vossos BMW’s davam para alimentar as crianças do nosso país (que ainda não é em África) que chegam hoje em dia à escola sem um pedaço de pão de bucho. Por isso, se o tempo é de crise, comecem a andar de opel corsa, porque eu que trabalho há 11 anos e acho que crédito é coisa de ricos, ainda não passei dessa fasquia.
E para terminar, um “par” de considerações sobre o vosso anúncio de 6ª feira.
Estou na dúvida se o fizeram por real lata ou por um desconhecimento profundo do país que governam.
Aumenta-me em mais de 60% a minha contribuição para a segurança social, não é? No meu caso isso equivale a subsídio e meio e não “a um subsído”. Esse dinheiro vai para onde que ninguém me explicou? Para a puta de uma reforma que eu nunca vou receber? Ou para pagar o salário dos administradores da CGD?
Baixam a TSU das empresas. Clap, clap, clap… Uma vénia!
Vocês, que sentam o já acima mencionado real rabo nesses gabinetes, sabem o que se passa no neste país? Mas acham que as empresas estão a crescer e desesperadas por dinheiro para criar postos de trabalho? A sério? Vão-se foder.
As pequenas empresas vão poder respirar com essa medida. E não despedir mais um ou dois.
As grandes, as dos milhões? Essas vão agarrar no relatório e contas pôr lá um proveito inesperado e distribuir mais dividendos aos accionistas. Ou no vosso mundo as empresas privadas são a Santa Casa da Misericórdia e vão já já a correr criar postos de trabalho só porque o Estado considera a actual taxa de desemprego um flagelo? Que o é.
A sério… Em que país vivem? Vão-se foder.
Mas querem o benefício da dúvida? Eu dou-vos:
1º Provem-me que os meus 7% vão para a minha reforma. Se quiserem até o guardo eu no meu PPR.
2º Criem quotas para novos postos de trabalho que as empresas vão criar com esta medida. E olhem, até vos dou esta ideia de graça: as empresas que não cumprirem tem que devolver os mais de 5% que vai poupar. Vai ser uma belo negócio para o Estado… Digo-vos eu que estou no mundo real de onde vocês parecem, infelizmente, tão longe.
Termino dizendo que me sinto pela primeira vez profundamente triste. Por isso vos digo que até a mim, resistente, realista, lutadora, compreensiva… Até a mim me mataram a esperança.
Talvez me vá embora. Talvez pondere com imensa pena e uma enorme dor no coração deixar para trás o país onde tanto gosto de viver, o trabalho que tanto gosto de fazer, a família que amo, os amigos que me acompanham, onde pensava brevemente ter filhos, mas olhem… Contas feitas, aqui neste t2 onde vivemos, levaram-nos o dinheiro de um infantário.
Talvez vá. E levo comigo os meus impostos e uma pena imensa por quem tem que cá ficar.
Por isso, do alto dos meus 32 anos digo: Vão-se foder"


in o diario de Domingos Amaral

sábado, 7 de janeiro de 2012

Notas

  • Djalma e Cebola tem tudo para serem políticos. Ganham muito dinheiro e são muito maus profissionais...
  • O Americano e o Polga fazem uma dupla centrais a roçar o fraquinho...
  • Maicon está a tentar tirar o lugar de pior lateral a Emerson!
  • Aposto que Zé Cabra consegue falar melhor que Vítor Pereira!
  • Álvaro Pereira deve ter 0.0001% de eficácia de cruzamentos, mas é certamente o jogador que mais cruza da linha de meio campo!
  • Renato Neto pode vir a não dar nada no futebol, mas a postura que hoje apresentou em campo é de jogador. Tacticamente defensivamente perfeito e o passar a mão na cabeça de Elias como grandes amigos é de alguém que transpira confiança.
  • Helton é topo e continua a ser dos melhores do mundo e o melhor em Portugal.
  • James e Kleber com futebol a sério seriam dez vezes mais jogadores, infelizmente estão no meio do nada.
  • Pedro Proença está neste momento no top 3 de árbitros Europeus, valorizemos o que é nosso, há muita falta de qualidade na arbitragem em Portugal, este é muito bom.
  • Vítor Pereira acabou de dizer que gosta de futebol de posse... ou está a gozar, ou não treina ou então o que diz aos jogadores eles não o percebem. (Acredito nas duas ultimas)


P.S. Saudades de treinar...

P.S.S. Ver o jogo no Xapas, é algo muito diferente!


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A vida é luta...


UM ENORME 2012!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Natal:2011

Austeridade será talvez a palavra mais falada enquanto várias famílias farão na noite de amanha a sua ceia de Natal… austeridade é assim “a palavra de 2011” e pelo que parece será esta também a palavra dos próximos três anos.

Num país cada vez mais pertencente a uma Europa desgovernada mas ao mesmo tempo mais longe de uma comunidade que devia ser única, global e com valores semelhantes o nosso país vive num clima de cada vez maior receio, visivelmente espalhado pelas nossas praças e que em nada abona para um contra-recessão à tal badalada recessão que os nossos políticos em geral nos fazem favor de alertar na abertura de todos os blocos noticiários.

A realidade é que toda a classe política perde credibilidade e confiança a cada dia que passa e para isso muito contribui as más políticas, os maus políticos e os maus partidos que tiveram o privilégio de nos governar nos últimos anos. A verdade é que a crise financeira mundial servirá durante longos anos para desculpabilizar as politicas do mau gastar, as politicas do despesistas, das cunhas, da areia para os olhos, do deixa andar e principalmente do gastar vivendo ás custas de uma banca que ano após ano tem lucros exagerados à custa de dinheiros de uma classe cada vez mais marginalizada e penalizada por estes políticos e agora por isto que se chama Troika.

Apontar o outro como desculpa é coisa de pessoa irresponsável e de alguém incompetente!
Como seres humanos vivemos todos os dias sujeitos ao erro, mas temos de os reparar, admiti-los e supera-los. Qualquer que seja a empresa, seja ela pública ou privada, seja ela um ministério, uma câmara ou uma junta o erro será certamente menor se os seus colaboradores forem pessoas competentes, inteligentes e especializadas na função que estão a desempenhar.
Vergamo-nos agora a esta política do corte nos salários, do aumento dos impostos e do emprego instável para pagarmos algo que tenho sérias dúvidas que seja possível ser pago.

Pessoalmente ao contrário de muitos Portugueses vivo uma situação bastante estável, mas não é por isso que terei de me deixar de questionar onde pára cada cêntimo que dou ao estado todos os meses, não sou por isso favorável a politicas sociais de dar a quem tem condições físicas para trabalhar, não sou favorável a politicas sociais de dar aos pobres de espírito.
Mas sou muito menos favorável a uma política que não deixa viver os últimos dias dos nossos idosos com todas as condições que merecem, que não dá direito a todas pessoas de terem um serviço de saúde de qualidade, de confiança e com preços justos.
Não sou favorável que o estudo público não seja de qualidade, que não seja seguro, que os professores não tenham todas as condições necessárias para ensinar e os alunos para aprender, não sou favorável a um acesso fácil de drogas em idades adolescentes, e principalmente na escola.
Necessitamos que a nossa polícia tenha condições para trabalhar, que perceba claramente o que é necessário, que as pessoas se sintam seguras, e sobretudo que haja um mútuo respeito entre ambas as partes.
Enfim quero que o dinheiro que eu e muitos outros Portugueses damos ao estado seja empregue em valores altos da sociedade, principalmente para que esta sociedade tenha a qualidade necessária para que possa viver com uma alegria diferente de que estamos a viver.

Temos todos nós responsabilidades acrescidas neste momento menos bom, e temos sobretudo de olhar para o futuro e pensar “nós conseguimos!”, temos sobretudo de trabalhar, acreditar em nós e acreditar no que fazemos.
A todos aqueles que vivem no desemprego tem de acreditar que é fundamental a ajuda de todos, e que por vezes é preciso um caminho diferente, mais difícil para darmos dois passos em frente. Mas todos nós temos de acreditar que temos competências fortes para caminhar, e sobretudo para caminhar com um sorriso no rosto.

O medo nunca será uma palavra boa para combater seja o que for, por isso para além da coragem que todos temos de ter, temos de ser exigentes connosco e lutar por aquilo que queremos.

Por experiência própria acredito que todos nós somos recompensados quando somos competentes, quando somos empenhados e quando valores como a honestidade a frontalidade e a humildade fazem parte do nosso dia-a-dia.

Desejo a todos um feliz Natal, com muita alegria e com um enorme sorriso.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Porque a posse de bola é importante?

Porque enquanto nós temos a bola não sofremos golo!

Só por esta razão a posse de bola é algo importantíssimo, mas é muito mais do que isto, enquanto nós temos bola, estamos com o jogo na mão, marcamos o ritmo, decidimos os momentos, decidimos por onde queremos atacar e algo muito importante se tivermos sucessivamente com bola a confiança colectiva e individual aumenta a cada passe. Com bola corremos menos, correndo menos, o desgaste é menor e a concentração será sempre maior. Sem bola temos obrigatoriamente de procurar ganha-la, e se esse esforço por vezes é tremendo, porque quando a ganhamos não temos preocupação de a manter.

Isto leva-me claramente para duas segundas partes e para gestões distintas do jogo. Desde já há diferenças que tem de ser salvaguardadas. A primeira é que são duas modalidades diferentes, a segunda é que o trabalho de uma e outra equipa técnica tem trabalhos com diferentes durações.

Talvez tenha assistido no sábado à tarde a uma das melhores partidas de futsal que vi das meninas do Castanheira, sobretudo porque vi algo que eu tinha dificuldade em acreditar, gestão em posse.
A gestão que as atletas do Castanheira tiveram na segunda parte do jogo foi de uma maturidade tremenda, gestão de posse de uma equipa que está a ganhar é na maioria das vezes muito difícil, mas a verdade é que o fizeram com muita classe e na maioria dos momentos tomaram a decisão mais acertada. Normalmente isto é possível com movimentos tão simples como o passe e a desmarcação, mas são esses momentos que muitos jogadores/treinadores querem os complicar, um dos princípios para o jogo colectivo é cada jogador perceber que ao passar a bola deverá imediatamente dar uma solução ao seu companheiro que permita a equipa continuar com a posse de bola, já o jogador que tem a bola tem de ter a confiança que a sua equipa lhe proporcionou boas soluções para que tenha boas decisões para a equipa continuar com a bola. Uma equipa que faz três, quatro, cinco, seis passes correctos, sabe que vai conseguir fazer quinze, dezasseis, dezassete, e essa mesma equipa ficará por si só mais confiante, e sobretudo os seus jogadores ficam muito mais confiantes na equipa.

No domingo tive por outro lado a oportunidade de ver uma gestão distinta, talvez uma gestão mais condizente com o que estamos acostumados a ver mas a que eu menos concordo. O Courense na Barca simplesmente abdicou de jogar na segunda parte, encostou a ultima linha na área, e jogou muitas vezes com 11 no ultimo terço, os alas baixaram para laterais e formaram assim um bloco maciço. É uma estratégia valida mas que coloca os jogadores a uma situação que eles próprios não gostam, estar sempre sem bola. Para além disso uma equipa que não tenha em mente a posse e a construção de bola, vai em muitas situações de jogo que poderia e deveria construir, destruir e deste modo entregar facilmente a bola ao adversário. Gosto de olhar para o jogo e entrar na cabeça dos atletas, e ontem quando via os jogadores a executar, vi sempre uma excessiva preocupação pela não construção e houve momentos que era bem fácil construir.

Agora vejamos o jogo pelo outro lado. Eu treino a Barca, tenho a equipa adversaria no ultimo terço de terreno, como vou fazer para chegar ao golo? Fácil, vou bombear bolas para a grande área à espera que uma delas entre.
Bem, pensando melhor talvez não seja uma boa ideia, e que tal pensar num jogo distinto, ter posse para criar roturas, se os alas do Courense estão a fechar na linha talvez essa zona esteja demasiada povoada, mas não me parece um grande problema estar povoada demasiado, se essa parte está povoada há espaço na zona vital do campo, o meio, porque não tentar criar roturas com o avançado? Que tal o avançado sair da sua zona dar uma linha de passe no espaço na zona 6 do Courense e um dos alas entrar em diagonal no espaço entre o lateral e o central que o avançado criou, podendo ainda cair o médio/10 na zona do ponta de lança. Isto seria um simples movimento ofensivo que eu não vi uma única vez criado pelo Ponte da Barca, alias a única coisa que vi foi algo que é muito pouco para alguém que já leva mais de um ano de trabalho.

Halifante!!!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

sábado, 24 de setembro de 2011

Porque não me sais da cabeça


É dia 19 de Agosto e esta musica entra-me pela cabeça dentro, faz-me parar e pensar que o som é tudo aquilo que quero!
Mas que som? Nenhum som... apenas aquele som que te faz pensar como é bom ouvir um som que te faz lembrar todos os bons momentos, os bons sons que te fazem viver.
Recuo dois anos e lembro-me de uma miúda a saltitar nos meus ombros e a ouvir um outro som, muito diferente, mas também muito igual, era um som... um bom som! Um som que mais tarde voltaríamos a ouvir, aí mais juntos, ou talvez como se diz com outra química... quer dizer não sei bem qual era a melhor química, se a do primeiro som ou a do segundo som, mas que isso interessa? Nada!
Não! Não era esse o som. Mas podia ser...
Porque este som tu não o ouviste, mas eu estou a ouvir.
Mas isso pouco continua a interessar, o que interessa mesmo é que eu continuo a abanar a cabeça, a beber o meu fino e a pensar que há alguém que me faz viver bons momentos, alias muitos bons momentos...
Bons momentos? Não, momentos fantásticos com muitos sons diferentes!

A minha menina já é uma mulher e eu amo-a muito! ;)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Isto é JJ

Le Butcherettes

Peço desculpa pela má qualidade do som, mas parece-me que a câmara de vídeo era fraquita. Bom fim de semana...

Pub

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Oh, after a good good drink...


...You and me wake up and make love

Cadeira de sonho!!!

Dois links breves sobre AVB e a sua saída, uma opinião Portista e outra Benfiquista, duas opiniões que concordo. Mas tenho que admitir que esta custou um bocado...

in http://www.porta19.com/

in http://gordovaiabaliza.blogspot.com

quinta-feira, 16 de junho de 2011

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Obrigado Joana... mas fiquei na mesma!

"Se Passos Coelho for eleito, vai ter saudades de Sócrates?

Tirar o Sócrates do poder será o único serviço que Passos Coelho prestará ao país. A partir dai só trará malefícios. Por uma questão de democracia, está na hora de Sócrates sair do poder. O problema é esse. É que não há uma boa alternativa.

Paulo Portas?

Quantas vidas tem o gato? Sete? Paulo Portas é o gato das dezassete vidas."

Joana Amaral Dias em entrevista ao i.

Isto é exactamente o que penso, mas infelizmente é o que temos!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

TC vê lá se sais dessa cama...


Bom fim de semana pessoal!!!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

17/10/1977

Foi preciso passar um dia para perceber ainda melhor a importância que tudo isto teve. Não sei quanto mais tempo vai ser preciso viver para voltar a ver duas equipas Tugas numa final Europeia, e muito menos sei quanto tempo vou precisar para ver o Braga, então foram-me fazer logo isto, na primeira tinham de ir com o Porto! :p

Braga
A época Europeia é qualquer coisa de extraordinária, olho para esta tabela e nem seque consigo imaginar em que lugar eles estarão, equilibrar contra equipas financeiramente mais poderosas é preciso muita astucias, muita querer, muita vontade, alguma qualidade, e um bocadinho de sorte. O Braga teve tudo isso mas claro também muita competência.

Braga em Dublin
Domingos montou a equipa como se previa, e em linha com todos os jogos anteriores, pensou primeiro em fechar espaços ao adversário principalmente bloqueando as suas principais armas, contudo foi das poucas vezes na época que jogou com Custodio e Vandinho em simultâneo e a titulares. Isto foi claramente para que o meio-campo do Porto tivesse pouco jogo e assim a circulação fosse mais difícil, para além disto optou sempre por um bloco baixo e compacto, juntando assim as linhas e não permitindo ao Porto transições entre as mesmas. Foi mais cumprido no segundo tempo, mas em todo jogo houve enormes preocupações defensivas.

Domingos
Desde do inicio que não sou o maior fã de Domingos, vi nos últimos dois anos para cima de uma dezena de jogos no AXA e em nenhum deles saí com total satisfação, contudo acho que tal como o Braga evoluiu imenso, é um excelente estratega e tem uma nítida qualidade em montar equipas para contrariar o adversário. Sei que não foi só isso que o levou ao segundo lugar do ano passado, mas este ano não deixou de ficar a muitas dezenas de pontos do campeão e mesmo dos pontos amealhados no ano passado. É com bastante interesse que vou ver a sua próxima aventura, e se for no Sporting quero ver como vai gerir a equipa tendo que ser mais dominadora e com maior dinâmica ofensiva. Contudo tudo o que fez com o Braga este ano é fantástico e só é possível por alguém que tem bastante valor.

Porto
Não há adjectivos para qualificar a época do Porto, posso quase garantir que na minha vida não vou voltar a ver uma equipa a fazer uma época assim, principalmente se vencer a taça no próximo domingo:
- Super taça;
- Campeonato sem derrotas e com uma vitória de 5-0 contra o então campeão.
- Final da taça de Portugal depois de dar a volta a uma eliminatória fora de casa e com uma desvantagem de 2-0. Eliminatória ganha ao Benfica.
- Liga Europa.
Isto é uma época de sonho só ao alcance de um clube com uma estrutura e uma mentalidade super vencedora. Este é o clube que neste século foi duas vezes a taça UEFA e venceu as duas.

Porto em Dublin.
Fiquei a pensar onde estava aquela força que vimos por exemplo na segunda parte contra o Villarreal, depois pensei melhor e a força estava lá, mas os espaços eram menos e os riscos eram maiores. Uma final é uma final, não se vive novamente, e por isso quantos menos riscos se correrem melhor (ouviste Fernando?).
Apanhar uma equipa Portuguesa seria sempre a pior coisa que podia acontecer, o conhecimento do jogo seria sempre maior que para qualquer outro clube e isso logo de inicio não ia ajudar. Foi o que se viu, sem espaços o Porto nunca se encontrou, e quando teve alguns as transições nunca foram as melhores, contudo a organização defensiva esteve sempre perfeita e em vantagem o tempo foi correndo sem que o Braga conseguisse criar alguma ruptura por iniciativa própria. Contudo esperava mais, principalmente porque o Porto vale mais, esperava menos jogo directo e mais circulação, esperava mais de Varela e gostava de ver James mais cedo para aproveitar espaços entre-linhas, esperava mais espectáculo, mas acima de tudo esperava ganhar e isso conseguimos.

André
Como queria ver André durante 20anos na cadeira de sonho. Para ser bom é preciso ser inteligente e André é-o sem qualquer duvida. Absorveu muito no "trabalho" anterior e soube filtrar o melhor que viu. Soube aproveitar o bom que vinha de trás e melhorou-o, criou mais circulação, mas manteve transições rápidas, potenciou ainda mais os jogadores e trabalhou de uma forma fantástica o jogo vertical. Para além disso tem uma leitura brutal dos momentos do jogos, e não me consigo lembrar de uma substituição mal conseguida. Consegue em pouco tempo mudar a equipa (para isso as vezes basta recolocar um jogador 10m ao lado) sem ter que mexer muito e isso é a mostra do excelente trabalho durante a semana. Soube gerir um plantel, que desde de inicio o quis curto, sem nunca perder a identidade e assim manter o grupo competitivo e com os indicies de motivação sempre altos.
André é Portista desde "piquininho" e isso é algo que se vê, festeja como adepto mas comanda como um líder. Gosto muito, gosto do estilo, gosto do sistema, gosto das organizações, gosto da dinâmica, gosto da gestão, é do melhor que vi, e é com muita satisfação que o vejo na cadeira de sonho.

Lauta acho que Vilas Boas começou a ganhar a liga Europa a 17 de Outubro de 1977.